Nunca fui um apaixonado pela tecnologia, sempre gostei mais do que estava dentro de um gadget do que do gadget propriamente dito. Isto faz de mim um hacker 1 e não um techie2. Não tenho um iPhone mas gostava de ter um Openmoko pelas capacidades e possibilidades que encerra em si mesmo. Num artigo publicado na sua crónica semanal do Expresso (30/Jan/2010), Nuno Crato (NC) revela: "sou um teckie". Na verdade deveria querer dizer techie.

Se é verdade que não se espera que os alunos aprendam mais só porque o professor gosta de gadgets tecnológicos, é meio caminho andado, para que aprendam, que o professor goste de saber como funcionam esses gadgets. E é esta pequena diferença que faz com que a introdução de tecnologia no funcionamento das aulas resulte, e o ser hacker em vez de teckie faz muita diferença.

Talvez seja esta a diferença entre o sucesso das mesmas experiências de ensino activo feitas por físicos como Mazur e aquelas desenvolvidas por Steenhuis, o SABER como as coisas funcionam. É mais razoável duvidar da universalidade dos matemáticos do que da matemática. Ser hacker ou techie, eis a questão?

1. "A person who enjoys exploring the details of programmable systems and stretching their capabilities, as opposed to most users, who prefer to learn only the minimum necessary." (http://catb.org/jargon/)

2. "A person who displays a great, sometimes even obsessive, interest in technology, high-tech devices, and particularly computers." (http://en.wikipedia.org/wiki/Techie)

Created: NaN

Last updated: 24-03-2026 [22:45]


For attribution, please cite this page as:

Charters, T., "i9 = inove": https://nexp.pt/i9.html (24-03-2026 [22:45])


(cc-by-sa) Tiago Charters - tiagocharters@nexp.pt